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quinta-feira, 19 de setembro de 2013

CARRO DE BOI - OBRA PRIMA DE MAURÍCIO TAPAJÓS E CACASO - NA INTERPRETAÇÃO EXTRAORDINÁRIA DE MILTON NASCIMENTO

MAURÍCIO TAPAJÓS



ANTÔNIO CARLOS DE BRITO - CACASO - (NA FOTO DO VÍDEO)



Em Memória de Maurício Tapajós e de Cacaso.
Meus grandes amigos.

Maurício Porto,
Rio, 19 de setembro de 2013.

Fonte: YouTube


segunda-feira, 1 de julho de 2013

"CARTAS DE METRÔ" DE MOYSEIS MARQUES, UM SAMBISTA DE PRIMEIRA

MOYSEIS MARQUES


CARTAS DE METRÔ
MOYSEIS MARQUES

Do Metrô de Vicente de Carvalho
Passarela do mesmo baralho
Vi ases envelhecidos
De reis já empobrecidos
Senhora Aparecida
O que será daquele trem?
Que segue o trecho sentido Pavuna
Benefício administrativo
Descanso pro coletivo
Passagem por Inhaúma
Caminho do Juramento
O momento é Irajá

E lá que o baralho se cortou
Com água mais ardente sem Metrô
Surgiram novos cantores
Poetas, compositores
Alunos, professores
De bar, de criação, que esplendor!

As cartas de menor valor
tornaram-se valetes
com damas de respeito
companheiras e tiétes
Motivo pra que toda
A redondeza se alertasse
E jogasse seus coringas
Sobre a mesa 

E eu, mais um, no meio desse carnaval
tentando ser original
revelo minha poesia pra você
me transmitir seu parecer
De cada naipe extraio uma emoção
Brincando com a inspiração
E levo a minha vida de compositor
jogando cartas no Metrô...
... No Metrô de Vicente de Carvalho.

Caros leitores,

Sobre Moyseis Marques, leiam o que Ruy Castro, jornalista e escritor, um dos maiores especialistas em música popular brasileira, escreveu sobre ele em 2009.

Moyseis por Ruy Castro**

Moyseis Marques tem apenas trinta anos, mas sambistas como ele não devem ser medidos por suas idades cronológicas. Como continuadores de uma tradição, têm a idade dessa tradição. Parecem trazer dentro deles a herança, o eco, a lembrança de rodas de samba ancestrais, em remotas biroscas do Estácio ou da Cidade Nova, do tempo em que as coisas estavam realmente começando e seus praticantes se chamavam Newton, Ismael, Brancura, Bide ou Marçal. A filiação musical de Moyseis e sua identificação melódica e rítmica com o Estácio parecem tão nítidas – mesmo que por [ilustre] via de Elton Medeiros, Chico Buarque ou Luiz Carlos da Vila – que, estivessem vivos hoje, Chico Alves e Mario Reis já o teriam gravado.


Ao mesmo tempo, numa época em que, em mãos alheias, a música parece encolher para dar lugar a línguas foragidas de Babel, como o funk, o rap e a eletro-pancadaria, Moyseis canta valores como cozinhas ladrilhadas, pinga para o santo e feijão para os amigos – como em “Panos e planos” [dele, em parceria com Luiz Carlos Máximo]. Anacrônico? Não. No plano do samba, o tempo não passa e certos valores são constantes. E quando alguns, de repente, dão as costas ao Rio pelos mercados de fora, Moyseis toma o metrô para Vicente de Carvalho e vê pela janela o desfile de ases e coringas do Carnaval: “Surgiram novos cantores/ Poetas, compositores/ Alunos, professores/ De bar, de criação/ Que esplendor!” – como em “Cartas de metrô”, sua réplica ao fabuloso “Subúrbio”, de Chico Buarque, que ele também canta aqui e, no mano a mano, vê-se que a sua não fica a dever à viagem de trem do mestre. Não há bairro do Rio que não tenha suas próprias reservas de samba, e sábio será quem levar sua música para se abastecer delas. 


**Ruy Castro é autor de Carmen – Uma biografia (a vida de Carmen Miranda), Chega de saudade (sobre a Bossa Nova) e muitos outros livros, quase todos pela Companhia das Letras.

Fonte: do Vídeo YOUTUBE
Fonte: do texto de Ruy Castro: MIDIA21. NET WEB RADIO


Maurício Porto,
Rio, 1 de Julho de 2013


domingo, 2 de junho de 2013

AOS NOSSOS FILHOS - OBRA PRIMA DE IVAN LINS E VÍTOR MARTINS - NA VOZ DA ETERNA E INSUPERÁVEL ELIS REGINA

ELIS, A ETERNA MAIOR CANTORA DESTE PAÍS !!!
(IMAGEM GOOGLE)



Na voz da maior cantora deste país, que infelizmente nos deixou muito cedo, na minha opinião, a maior obra de Ivan Lins e Vítor Martins: 
"Aos Nossos Filhos"

Maurício Porto,
Rio 2 de Junho de 2013.

Em Memória de Elis Regina 

sábado, 18 de maio de 2013

O DIA QUE EINSTEIN TANTO TEMIA FINALMENTE CHEGOU ...

                                 ALBERT EINSTEIN

Caros leitores,

Recebi este e-mail, ontem. Gostei tanto que resolvi postá-lo. Infelizmente não sei quem foi o seu genial autor, portanto não tenho como indicar a fonte.

Maurício Porto,
Rio 18 de maio de 2013 

O dia chegou!!!

 O dia que Albert Einstein tanto temia finalmente chegou.........
[]
Um dia na praia.
[]
Torcendo pelo time.
[]
Jantando com os amigos.
[]
Durante um compromisso intimo.
[]
Conversando com sua melhor amiga.
[]
Visitando um museu.
[]
Curtindo a vista.


[]
“Tenho medo do dia que a tecnologia vai se sobrepor à interação humana. O mundo terá uma geração de idiotas.”

O dia chegou!


quarta-feira, 15 de maio de 2013

quinta-feira, 28 de março de 2013

segunda-feira, 25 de março de 2013

TOM JOBIM ERUDITO (1) - "SAUDADE DO BRASIL"

TOM JOBIM

Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.



Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=Hf_jFkzvRwM 


PS: Caros leitores, segue o link para um excelente texto sobre Tom Jobim como compositor erudito: O texto é de Daniel Wolff e pode ser lido em: http://www.danielwolff.com.br/arquivos/File/Jobim.htm


terça-feira, 19 de março de 2013

PRECIOSIDADE NO YOUTUBE: TOM JOBIM MOSTRANDO A MÚSICA "PASSARIM", AINDA INACABADA, NUM PROGRAMA DA TV MANCHETE DIRIGIDO POR NELSON PEREIRA DOS SANTOS (1984).

TOM JOBIM, O GÊNIO !!!

>

Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=z9HH98woqfwPostagem Sensacional de Pugaman 77 no YouTube !!!

Caros leitores,

fiquem agora com esta versão final e extraordinária de "Passarim", mais uma "Obra-Prima" do "Gênio" Tom Jobim.


  
Fonte: YouTube / http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=P6BihqBdBAA


quinta-feira, 7 de março de 2013

ÍNGREME INSONE / MAURÍCIO PORTO

MINHA ÁUREA LADEIRA EM SANTA TERESA, A RUA ÁUREA.
FOTO / MAURÍCIO PORTO

Íngrime Insone.

Por Maurício Porto,
Rio, 3 de fevereiro de 2013.
(Texto revisto em 07/03/2013).

A noite, parece passar cinicamente devagar.
Lerda, lenta, se fazendo de cansada.
Irritante e bocejante burocrata de plantão.
Na sua soberba ignóbil,
num petrificado balcão de repartição, 
não reparte comigo a minha angústia 
e pressa pelo amanhecer. 

O tempo f
inge que dorme. 
Descaradamente imóvel, 
estático cadáver vivo. 
Posto de Saúde fechado
para os desesperados
agoniados seres
que anseiam pela chegada do dia.
Insones somos.

O silêncio, silenciosa e traiçoeiramente
calou os cães, os grunhidos dos bêbados perdidos,
o batecum interminável das festas vizinhas 
e tudo mais que ouço em noites como esta,
até mesmo os estalos das madeiras desta minha velha casa.

De propósito, tenho absoluta certeza, 
o silêncio para me levar ao desespêro,
emudeceu Santa Teresa.
Beethoven, mesmo surdo, 
se vivo fosse e aqui morasse,
sentiria e perceberia este absurdo, 
esta insanidade e, talvez, 
compusesse uma sinfonia mais bela do que a nona.

Tenho a pressa das manhãs.
Não suporto mais as noites,
íngremes como as minhas ladeiras
que parecem não ter fim.
Tornei-me íngreme, para mim mesmo.
Cansado, demasiadamente fraco,
num guerreiro esforço tento prosseguir.

Então, sóbrio e solene,
sentindo próximo o gosto da derrota
não me dou por vencido e 
numa desesperada alusão a Pirro, proclamo:
- A noite, o tempo e o silencio me invejarão
  quando eu chegar ao fim da minha ladeira.
  A noite, terá sempre o dia como rival.
  O tempo, correrá mediocremente nos relógios.
  O silêncio, não será tão profundo quanto o meu.


Para todos os meus irmãos insones.

PS: Para meus filhos, irmãos, cunhadas e cunhados, sobrinhas e sobrinhos, amigos e leitores: - Não se preocupem, eu estou muito bem de saúde, física e mentalmente. Quem escreveu este texto, na verdade, foi um pedaço meu que já viveu momentos semelhantes, há muitos anos atrás. Não escrevo nada daquilo que não vivi. 


Para Olívia, minha sobrinha queridinha, a bemtevivi ! 

Do meu livro - Ladeiras do Silêncio


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

DESENREDO - SAUDADE DE MINAS / DORI CAYMMI E PAULO CÉSAR PINHEIRO

DORI CAYMMI E PAULO CÉSAR PINHEIRO
    
    Interpretação de Edu Lobo e Dori Caymmi

Maurício Porto,
Rio, 20 fevereiro de 2013.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

O LADRÃO DOS MEUS SONHOS


Quem roubou todos os meus sonhos?
Quem terá sido esse canalha?
Quando menos espero o encontro!
Com a cara lavada e deslavada,
me vejo no espelho.

Maurício Porto
Rio, 11 de janeiro de 2013

Do meu livro - "Ladeiras do Silêncio".

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

RETALHOS



Retalhos

De portugueses sou descendente.
Meu sobrenome revela.
De brasileiros sou filho.
Meu nome e sobrenome também o revelam.
José Maurício Ribeiro Porto.
Do Padre, o José Maurício,
tenho em comum, o cristianismo, 
a paixão enlouquecida pela música
e o prazer, segundo contam, de fazer filhos.
Eu, fiz quatro. Ele, dizem as boas línguas,
fez bem mais do que eu.

No Rio de Janeiro nasci, mas
em meus sonhos, lembranças
felicidades e tristezas
e em todos os cantos e recantos do meu ser
muitas vezes está ele, Fernando Pessoa.

Tenho a alegria dos cariocas,
dos brasileiros, mas guardo
bem escondido em meu peito
uma certa melancolia e uma solidão
que, de tanto senti-las,
trato-as como se amigas fossem
e me pergunto se não são elas
retalhos longínquos do meu ser lusitano.

Maurício Porto,
Rio, 21 de abril de 2013.

Do meu livro: Ladeiras do Silêncio
(Modificada em 12 de agosto de 2013).

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

PAPO DE SABIÁS

TOM JOBIM / ILUSTRAÇÃO DIGITAL

As ladeiras como sempre,
sabiamente, permanecem em silêncio.
O casal de sabiás que mora na mangueira
do jardim da minha casa, 
para de cantar e fica quietinho.
Os pássaros da vizinhança,
mesmo os insuportáveis pombos, silenciam.
Os outros passarinhos sabem tudo,
nasceram músicos, eles também emudecem. 
Outros invasores pássaros
que volta e meia por aqui aparecem,
barulhentos, desengonçados,
meio-humanos, maritacas e tucanos,
por pura imitação também calam o bico. 
Todos, todos, silenciam paradinhos
como enfeites de cera pintada 
de árvores de natal de antigamente, 
iluminadas por velinhas,
daquelas fininhas,
coloridas de dezembros. 
Nada de pisca-pisca
de histéricas, neuróticas
e elétricas lampadinhas. 
Eu juro, eles sábios
passarinhos nem piscam, 
somente ouvem o sofisticado 
e encantado piano de Keith Jarrett.
Num quase impossível
silêncio desses naturalmente
iluminados serezinhos voadores
e afinados cantores,
o casal de sabiás se entreolha 
e começa a conversar
baixinho, para os outros não ouvirem.
Falam com os olhinhos apenas,
num inaudível diálogo.
Coisa de passarinho.  
Eu, imóvel, estátua,
quase etéreo, me torno invisível
na porta da varanda da minha casa.
Emocionado pude ouvi-los,
acreditem vocês ou não.

A sabiá disse: - O Maurício parou de tocar
e agora só está ouvindo o Keith Jarrett. 
Que piano bonito, meu Passarinho Deus!

Seu companheiro lembrou: 
- É...faz tempo que ele não ouve 
Tom, Edu, Chico, Villa-Lobos, Pixinguinha, Noel,
Ary, Caymmi, Cartola, Nelson Cavaquinho,
João Gilberto, João Bosco e tantos outros...

- Você até parece que não conhece ele.
Ele adora jazz, mas ele gosta mesmo
é de todos esses e outros que você não citou 
que ele chama de gênios!
Ele é assim...isto é apenas uma fase...
daqui a pouco, fique tranquilo,
ele retoma o seu caminho...
ele é louco pela música brasileira.
Eu também...tô com muita saudade 
de ouvir o Chico e o Tom.

- Pudera, eles fizeram uma
música tão bacana pra você, não é?

- Puxa! você falou igualzinho ao Tom.
Ele gostava de falar "bacana, não é?"

- É...o Tom gostava de falar bacana.
E o Vinícius, hein?...que cara legal!
Às vezes eu penso...
que bom seria para eles humanos,
"Se todos fossem iguais a Vinícius e Tom",
mesmo que impossível, 
mas que ao menos tentassem.
Os humanos deveriam 
ser mais passarinhos
do que humanos...o mundo seria muito melhor.
Chego mesmo a desejar que todos eles
nascessem passarinhos.

A sabiá sorri e corrige o seu companheiro:
- Passarinhos não... Passarim.

Em memória de Tom Jobim,
um dos caras mais bacanas
que nasceram na Terra.
O único ser humano que nasceu Passarim!


Maurício Porto,
Rio de janeiro, 1 de dezembro de 2011.


Do meu livro: Ladeiras do Silêncio



quinta-feira, 17 de novembro de 2011

NCO: THE LITTLE TRAIN OF THE CAIPIRA. HEITOR VILLA-LOBOS

HEITOR VILLA-LOBOS,
O MAIOR COMPOSITOR BRASILEIRO !!!




The National Children's Orchestra of Great Britain's Main Orchestra performs Villa-Lobos' The Little Train of the Caipira at The Sage Gateshead on 6 August 2011, conducted by Natalia Luis-Bassa. Produced by Black Swan Film and Video.


Fonte: YouTube

PS: Cliquem no quadrado no canto inferior direito do vídeo, para ver a imagem ampliada ao máximo.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ESFINGES

ILUSTRAÇÃO DIGITAL / MAURÍCIO PORTO
















As mulheres me fascinam.
Mais ainda os seus 
indecifráveis silêncios.
Principalmente os de inesperados
olhares longínquos,
que me parecem intermináveis,
mesmo que durem segundos.
Para mim elas sabem 
o mistério da eternidade.
De repente retornam
como se nada tivesse acontecido.
Então imagino, fantasio, 
viajo, me excito, enlouqueço! 
Elas devem ter um secreto poder
de saltarem para uma outra dimensão.
Saltos talvez femininamente quânticos,
que nunca... nunca nos revelarão.
De tão natural talvez nem o saibam,
e se por acaso souberem,
sabiamente, jamais confessarão.
Que assim o seja
para todo o sempre.
Mulheres são esfinges:
- Decifra-me ou te devoro!
Confesso. 
Nunca fiz o menor esforço
para decifrá-las.
Adoro ser por elas devorado!


Maurício Porto
Rio, 15 de novembro de 2011.

Do meu livro - Ladeiras do silêncio